John's Notebooks

John's Notebooks

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Sinopse
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A collection of thoughts, poems and notes by Aníbal Machado.

Aníbal Machado was a frontier writer. He wrote short stories, essays, and prose poems, translated Kafka, wrote film scripts, and was a visual arts critic. He never seemed satisfied. A summary of his guiding concerns can be found in these "Cadernos de João" (João's Notebooks) , a collection of notes, poems, and thoughts that paint a magnificent inner portrait of him.

He published Cadernos de João in 1957. The volume was composed of two works previously published in small print runs, aimed at bibliophiles: ABC das Catradas (ABC of Catastrophes) and Topografia da Insônia (Topography of Insomnia) (1951) and Poemas em Prosa (Poems in Prose) (1955). To be included in the new book, both were revised and expanded, which also meant the inclusion of a number of previously unpublished fragments. Excluding some of the previous texts, Cadernos de João is a book of reflections on a variety of topics, among which philosophy stands out, indicating Aníbal's extensive culture and his ability to think accurately and clearly about essential questions of the world and existence.

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ISBN978-850-300-791-7
Tradutor
Altura210 mm
Largura135 mm
Profundidade9 mm
Lançamento31/03/2004
Páginas176
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Sobre o autor

Anibal Machado

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Mineiro, Aníbal Machado viveu por longo tempo no Rio de Janeiro, onde se tornaram famosas as suas domingueiras, que reuniam artistas como Oswald de Andrade, Pagu, Vinicius de Moraes e Di Cavalcanti, só pelo prazer de viver e conversar. Aníbal foi um apreciador do provisório, do circunstancial e desprezava, ao contrário, as sentenças e os dogmas. Numa de suas notas, diz que prefere o sentimento dramático do movimento ao sentimento do absoluto. Essa aversão pelas soluções fechadas e pelas imagens fixas ajuda a explicar a inquietação guardada em seus livros.

Foi um escritor realista, mas de um realismo temperado pela observação impressionista e pelo humor. Ele mesmo define: Humor, rebelião tranquila do espírito contra a miséria envergonhada da condição humana. Apegado ao passageiro e ao instável, Aníbal Machado pôde, assim, abrir espaço para sua fértil imaginação. Que se fixava, sempre, sobre o presente, desconfiando da utopia e da esperança. “As coisas ardentemente esperadas chegam frias’’, ele anota.

A literatura de Aníbal Machado está fortemente apegada à vida e a tudo o que ela tem de incompleto e quebradiço. Ele diz: O melhor momento da flecha não é o de sua inserção no alvo, mas o da trajetória entre o arco e a chegada. A preferência pelo passageiro o levou a uma postura existencialista, expressa na sentença: Viver é o mesmo que preparar-se para viver. E foi preparando-se para viver, mesmo sabendo que a vida completa e acabada nunca chega, que ele escreveu. Em trânsito, como um viajante, sempre de passagem, mas, por isso mesmo, disponível para o impacto das pequenas coisas. Aníbal Machado se via como um homem inacabado, em contínuo processo de mudança. Um homem movido pelo espírito da aventura.

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