Construir o inimigo e outros escritos ocasionais

Construir o inimigo e outros escritos ocasionais

Autor: Umberto Eco
R$ 64,90
R$ 64,90
ou 3x de R$ 21,63
Sinopse

Em Construir o inimigo e outros escritos ocasionais, uma reunião de ensaios sobre arte e cultura, Umberto Eco fala sobre a nossa necessidade de ter — ou, se necessário, inventar — um inimigo.

 

“Ter um inimigo é importante não somente para definir a nossa identidade, mas também para encontrar o obstáculo em relação ao qual medir nosso sistema de valores e mostrar, no confronto, o nosso próprio valor. Portanto, quando o inimigo não existe, é preciso construí-lo”, afirma Eco. A situação mundial do nosso tempo, marcada por uma polarização política feroz, revela como é oportuno e inevitável conhecer os mecanismos que levam os homens a identificar sempre novos adversários.

Em ensaios de extraordinária relevância, Umberto Eco reflete sobre a nossa necessidade de ter, sempre e em qualquer caso, um inimigo a atacar: seja nas invectivas dos oratórios antigos, na brilhante digressão literária que atravessa a Ilíada, nos romances de James Bond, na caça às bruxas, na propaganda de guerra do passado ou nos populismos do presente.

Construir o inimigo e outros escritos ocasionais aborda tópicos sobre os quais Umberto Eco escreveu e palestrou em seus últimos anos: a ideia de que todo país precisa de um inimigo — e, na sua ausência, deve inventá-lo —; discussões sobre temas que inspiraram seus primeiros romances, levando-nos, ao longo do processo, a explorar ilhas perdidas, reinos míticos e o mundo medieval; resenhas indignadas a respeitos de Ulisses, de James Joyce, e de jornalistas fascistas das décadas de 1930 e 1940; uma análise das noções de Santo Tomás de Aquino sobre a alma dos que ainda não nasceram; e muitos outros temas, como censura, violência e o WikiLeaks.

ISBN978-850-109-311-0
Tradutor Eliana Aguiar
Altura230 mm
Largura155 mm
Profundidade13 mm
Lançamento24/05/2021
Páginas240
Ver informações completas
R$ 64,90
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ou 3x de R$ 21,63
Sobre o autor

Umberto Eco

Umberto Eco nasceu em Alexandria em 1932. Filósofo, medievalista, semiólogo, midiólogo, estreou na ficção em 1980 com O nome da rosa (Prêmio Strega 1981), seguido por O pêndulo de Foucault (1988), A ilha do dia anterior (1994), Baudolino (2000), A misteriosa chama da rainha Loana (2004), O cemitério de Praga (2010) e Número zero (2015). Dentre seus trabalhos de filosofia, crítica literária e semiótica, destacam-se Tratado geral de semiótica (1975), Os limites da interpretação (1990), Kant e o ornitorrinco (1997), Da árvore ao labirinto: estudos históricos sobre o signo e a interpretação (2007), Não contem com o fim do livro, com Jean-Claude Carrière (2009), Construir o inimigo e outros escritos ocasionais (2011) e Scritti sul pensiero medievale [Escritos sobre o pensamento medieval] (2012). Em 2004 publicou o volume ilustrado História da beleza, seguido em 2007 por História da feiura, em 2009 por Vertigem das listas e em 2013 por História das terras e lugares lendários. Reconhecido como um dos mais importantes escritores e pensadores do século XX, grande parte de sua obra se encontra publicada no Brasil pela Editora Record. O autor morreu em 2016.

Milo Manara nasceu em Luson em 1945 e é um mestre dos quadrinhos de fama internacional. Foi consagrado em meados da década de 1970 com O rei macaco (roteiro de Silverio Pisu), H.P. e Giuseppe Bergman, L’uomo delle nevi (roteiro de Alfredo Castelli) e o volume 2 de Bergman. Lançou em seguida O homem de papel e Verão índio, que marca a primeira colaboração com Hugo Pratt. Com Clic 1, a produção de Manara é orientada para o erotismo, como confirmam os posteriores O perfume do invisível e Câmera indiscreta. No mesmo período, a partir de um conto de Federico Fellini, Manara adaptou Viagem a Tulum. Nos anos 1990 são publicados El Gaucho (textos de Pratt), Clic 2 e Il viaggio de G. Mastorna, detto Fernet, novamente com Fellini. No novo milênio lança Tre ragazze nella rete, Fuga da Piranesi e 46, cujo protagonista é o motociclista Valentino Rossi. Manara também trabalhou em colaboração com alguns roteiristas internacionais de prestígio: Alejandro Jodorowsky (Bórgia), Neil Gaiman (Sandman: Noites sem fim) e Chris Claremont (X-Men: Garotas em fuga). Caravaggio: a morte da virgem, um de seus trabalhos mais recentes, é uma biografia do pintor italiano em história em quadrinhos.

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