Zack Magiezi é poeta em tempo integral. Nada escapa ao seu olhar sensível. Nesta entrevista, ele conta que anda com um caderninho para anotar os insights que depois publica em suas redes sociais. Quando recebeu o convite para publicar em livro os poemas de sua página no Instagram, ele tinha pouco mais de 150 mil seguidores. Hoje, está batendo os 600 mil fãs que, diariamente, se deliciam com suas epifanias. Zack escreve de forma simples, no que a simplicidade tem de mais valoroso, que é alcançar o essencial em poucas palavras. Ele fala direto ao coração e às mentes, conseguindo traduzir o sentimento das pessoas de forma arrebatadora. Com seu "Estranherismo" nas livrarias, ele tem sua obra chancelada por uma grande editora e já planeja um livro inédito.
Conte um pouquinho como foi que você recebeu o convite para publicar esse primeiro livro. Pode ser em versos, se preferir.
Foi meio incrível (pensei que fosse uma pegadinha), a Ana (Paula Costa, editora-executiva da Bertrand Brasil) me enviou um e-mail perguntando se eu tinha interesse em publicar um livro, foi o tipo de sonho que nos procura, pois nunca foi a minha pretensão. E estou adorando tudo isso.
Como você selecionou os poemas que entraram no livro? Todos que estão lá foram publicados antes ou você guardou algo especial para o impresso?
Os poemas são uma coletânea daquilo que já foi publicado, mandei tudo que tinha para duas amigas e elas selecionaram o conteúdo e enviaram para a Bertrand. Se dependesse de mim eu não ia conseguir separar nunca.
E qual é a sensação de já ter um livro pronto e continuar produzindo e publicando diariamente nas redes sociais? Tem alguma coisa que você guarda já pensando numa próxima publicação?
No meu trabalho diário com as palavras nada mudou, continuo tentando fotografar o mundo todos os dias. Estranho é me ver na mesma prateleira com muitos ídolos meus. Quanto à próxima publicação, estou trabalhando em algo para o feminino, esse será totalmente inédito.
Essa é uma curiosidade que todo leitor tem: como é a sua rotina de trabalho? Você tem alguma hora especial para sentar e escrever? Anota os versos quando a inspiração vem?
Sou muito desorganizado, não tenho uma rotina de trabalho fixa, as coisas simplesmente surgem nas horas mais loucas, carrego comigo um caderninho para anotar e depois vou lapidando.
Por último, pode falar um pouco de suas influências literárias? Quando não está escrevendo, o que e quem você gosta de ler?
Gosto muito da literatura latina e portuguesa, mas leio de tudo (ando focado em Psicanálise), meus autores favoritos são Júlio Cortázar, Gabriel García Márquez, Borges, Saramago, Gonçalo Tavares, Valter Hugo Mãe, Kafka, Manoel de Barros, Leminski...












