A alma encantadora das ruas

A alma encantadora das ruas

Edição comentada por Luiz Antonio Simas
Conteúdo do livro
CÓDIGO DA OBRA9786558471837
Sinopse

Luiz Antonio Simas, convidado da programação oficial da Flip, comenta A alma encantadora das ruas, a obra-prima de João do Rio.

 

João do Rio foi um cronista habilidoso, que entendeu como poucos que sua escrita, mais do que o lustre da boa lira, precisava das pessoas. Essa necessidade, um tanto voraz e viciante, o transformou em ouvinte profissional e nos legou as andanças de um tradutor das ruas. O Rio de Janeiro, a partir de seus textos, deixou de ser a capital de uma República incipiente, que se esforçava em se afrancesar, para se tornar “a cidade de João do Rio”.

É nesta cidade que nasceu Luiz Antonio Simas, escritor que sempre teve João do Rio como tutor de sua curiosidade randômica. Esse ensinamento, de viés radicalmente democrático, deu vida a uma crônica do “corpo encantado”: de mãos dadas com João do Rio, Simas aprofundou seu interesse pelas gentes do Rio de Janeiro e percebeu que a verdadeira história da cidade está guardada na boca de cada um de seus moradores.

Essa lição, que faz doer as letras das enciclopédias, ressurge nesta sina teimosa, que ainda hoje se mostra desejante por novos ouvidos. Aqui temos, portanto, a rara oportunidade de revisitar A alma encantadora das ruas tendo como par as anotações de Luiz Antonio Simas. Uma viagem pelo Rio de Janeiro de ontem, que, em qualquer tempo, persiste em guardar seu fascínio por cada esquina. Essa é definitivamente uma cidade feita para se perder.

ISBN978-655-847-183-7
Tradutor
Altura205 mm
Largura135 mm
Profundidade17 mm
Lançamento28/10/2024
Páginas368
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Conteúdo do livro
CÓDIGO DA OBRA9786558471837
Sobre o autor

João do Rio

João do Rio, principal pseudônimo de João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto (1881-1921), ingressou no jornalismo aos 17 anos, em A Tribuna. Trabalhou nos jornais Cidade do Rio, Gazeta de Notícias e O Paiz, além de escrever para outros periódicos. Em 1920, fundou A Pátria. Percorria a cidade em busca de material para suas histórias, fossem reportagens, contos ou crônicas — gêneros que à época ainda se confundiam. Ao todo, publicou 26 livros, incluindo romances, ensaios e peças de teatro. Em 1908, escreveu A alma encantadora das ruas, uma de suas obras mais celebradas, e dois anos depois foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Do autor, a José Olympio publica As religiões no Rio.

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Sobre o autor

Luiz Antonio Simas

Sobre Luiz Antônio Simas

Sou um carioca criado em uma família nordestina, vinda de Alagoas e Pernambuco. Minha avó, a Dona Deda, era rezadeira e mãe de santo de um terreiro em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Minha família tinha o costume de dar doces para a meninada em todos os anos, no dia de São Cosme e de São Damião. Ao lado dos meus irmãos e amigos, eu saia cedinho para percorrer as ruas em busca de suspiros, pirulitos, cocadas e mariolas. A tradição continua. Hoje somos eu e a Candida, minha companheira, que distribuímos doces, e é o meu filho, o Benjamin, que corre atrás de guloseimas pelas ruas da Zona Norte da cidade.

Sobre Camilo Martins

Nasci na cidade do Rio de Janeiro, onde aprendi desde cedo que Cosme e Damião viviam nas ruas. Minha avó, com uma promessa e fé inabalável nos santinhos guris, conseguiu botar um teto sobre sua cabeça e ter uma vida mais digna. Cresci numa família de oficineiros de saquinhos de Cosme e Damião, até hoje nos reunimos para fazer os saquinhos que se espalham pela cidade. Hoje, minha avó se juntou com as três estrelas lá do céu, mas tenho certeza que continua salpicando açúcar em cima da gente. Aprendi a desenhar quando criança e continuo a desenhar pelas crianças. Me formei em Gravura pela Escola de Belas Artes da UFRJ e ilustro desde 2017. Em livros, roupas, paredes e todo o canto. O acordo da minha avó com os pequenos deu a ela a sua vida, a sua fé e a sua dignidade. E meu acordo com eles me deu o desenho.

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