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João do Rio
João do Rio, principal pseudônimo de João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto (1881-1921), ingressou no jornalismo aos 17 anos, em A Tribuna. Trabalhou nos jornais Cidade do Rio, Gazeta de Notícias e O Paiz, além de escrever para outros periódicos. Em 1920, fundou A Pátria. Percorria a cidade em busca de material para suas histórias, fossem reportagens, contos ou crônicas — gêneros que à época ainda se confundiam. Ao todo, publicou 26 livros, incluindo romances, ensaios e peças de teatro. Em 1908, escreveu A alma encantadora das ruas, uma de suas obras mais celebradas, e dois anos depois foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Do autor, a José Olympio publica As religiões no Rio.
Mais livros do autor
Luiz Antonio Simas
Sobre Luiz Antônio Simas
Sou um carioca criado em uma família nordestina, vinda de Alagoas e Pernambuco. Minha avó, a Dona Deda, era rezadeira e mãe de santo de um terreiro em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Minha família tinha o costume de dar doces para a meninada em todos os anos, no dia de São Cosme e de São Damião. Ao lado dos meus irmãos e amigos, eu saia cedinho para percorrer as ruas em busca de suspiros, pirulitos, cocadas e mariolas. A tradição continua. Hoje somos eu e a Candida, minha companheira, que distribuímos doces, e é o meu filho, o Benjamin, que corre atrás de guloseimas pelas ruas da Zona Norte da cidade.
Sobre Camilo Martins
Nasci na cidade do Rio de Janeiro, onde aprendi desde cedo que Cosme e Damião viviam nas ruas. Minha avó, com uma promessa e fé inabalável nos santinhos guris, conseguiu botar um teto sobre sua cabeça e ter uma vida mais digna. Cresci numa família de oficineiros de saquinhos de Cosme e Damião, até hoje nos reunimos para fazer os saquinhos que se espalham pela cidade. Hoje, minha avó se juntou com as três estrelas lá do céu, mas tenho certeza que continua salpicando açúcar em cima da gente. Aprendi a desenhar quando criança e continuo a desenhar pelas crianças. Me formei em Gravura pela Escola de Belas Artes da UFRJ e ilustro desde 2017. Em livros, roupas, paredes e todo o canto. O acordo da minha avó com os pequenos deu a ela a sua vida, a sua fé e a sua dignidade. E meu acordo com eles me deu o desenho.











