Dicionário da história social do samba

Dicionário da história social do samba

R$ 89,90
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Sinopse

Dicionário da história social do samba, o vencedor do Prêmio Jabuti de Livro do Ano de Não Ficção

 

Expressão da cultura marginal carioca do início do século XX, o samba resistiu a décadas de racismo e preconceito estético, e se tornou parte inextrincável da identidade nacional brasileira. Nesta obra de referência pioneira, Nei Lopes e Luiz Antonio Simas – grandes estudiosos do tema – inscrevem o valor da negritude e da história dos negros na criação e na fixação do samba, e a ambígua inserção dessa cultura musical na sociedade de consumo.

Mais do que apenas descrever conceitos, neste importante dicionário – que recebeu o Prêmio Jabuti de Livro do Ano de Não ficção (2016) –,  os autores reconstroem a memória cultural de nosso país. Os verbetes organizam a trama que compõe o enredo dessa narrativa: a repressão explícita dos primeiros tempos; as escolas de samba, os pagodes e rodas como polos de resistência; a distribuição geográfica desses espaços; o samba como gênero de música popular, com seus múltiplos e diversos subgêneros e estilos e suas diferenças regionais. E, principalmente, destacam os nomes fundamentais que fizeram essa história: compositores, instrumentistas, regentes, cantores, dançarinos, cenógrafos, diretores, entre outros.

Nas palavras de Rachel Valença, escritora e pesquisadora do samba: “O grande mérito do livro de Nei e Simas está no fato de que não se limita a nos fornecer informação (e quanta!) sobre o samba, seus gêneros e seus expoentes: leva-nos também a uma reflexão sobre mitos, preconceitos e meias-verdades que acompanharam o samba ao longo de sua vitoriosa trajetória de um século. Sua leitura faz entender melhor a sociedade em que vivemos, na qual o samba se impôs, resistindo a uma visão limitadora de cultura, identificada a erudição, que o enxergava como folclore, como algo pitoresco, que se consegue simplesmente tolerar.

“A tudo isso o samba urbano carioca sobrevive, aqui ou Brasil afora, com suas malandras estratégias de resistência, buscando o difícil equilíbrio entre a renovação e a preservação da identidade, que lhe garante a enorme força que vem da origem. Uma luta bonita de ver e de viver, com avanços e recuos, com ginga e meneios, com malícia e sabedoria, é a que este livro relata na forma de verbetes que se sucedem em história. Vale a pena ler e refletir.”

Dicionário social da história do samba é uma obra de referência que merece estar na estante de todos os curiosos, interessados ou aficionados por esse ritmo tão brasileiro!

ISBN978-852-001-258-1
Tradutor
Altura230 mm
Largura155 mm
Profundidade18 mm
Lançamento16/09/2015
Páginas336
Ver informações completas
R$ 89,90
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ou 3x de R$ 29,97
Sobre o autor

Nei Lopes

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Nei Lopes é bacharel em Direito e Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi compositor da Acadêmicos do Salgueiro e dirigente da Unidos de Vila Isabel. Autor e intérprete, ao lado de praticamente todos os grandes nomes do samba, desde a década de 1970 incursou também por outros caminhos musicais, em parcerias consagradas com Guinga, Ivan Lins, João Bosco, Moacir Santos, entre outros. Escritor e ficcionista, tem obra fortemente lastreada na cultura e no universo do samba. Pela Civilização Brasileira, publicou Dicionário  da antiguidade africana.

 

Luiz Antonio Simas é mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi consultor do acervo Música de Carnaval do MIS – Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro – e jurado do Estandarte de Ouro, maior premiação do carnaval carioca. Tem diversos livros e artigos publicados, notadamente sobre as escolas de samba do Rio de Janeiro e suas comunidades. É autor, entre outros, de Samba enredo: História e arte, em parceria com Alberto Mussa, publicado pela Civilização Brasileira.

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Sobre o autor

Luiz Antonio Simas

Sobre Luiz Antônio Simas

Sou um carioca criado em uma família nordestina, vinda de Alagoas e Pernambuco. Minha avó, a Dona Deda, era rezadeira e mãe de santo de um terreiro em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Minha família tinha o costume de dar doces para a meninada em todos os anos, no dia de São Cosme e de São Damião. Ao lado dos meus irmãos e amigos, eu saia cedinho para percorrer as ruas em busca de suspiros, pirulitos, cocadas e mariolas. A tradição continua. Hoje somos eu e a Candida, minha companheira, que distribuímos doces, e é o meu filho, o Benjamin, que corre atrás de guloseimas pelas ruas da Zona Norte da cidade.

Sobre Camilo Martins

Nasci na cidade do Rio de Janeiro, onde aprendi desde cedo que Cosme e Damião viviam nas ruas. Minha avó, com uma promessa e fé inabalável nos santinhos guris, conseguiu botar um teto sobre sua cabeça e ter uma vida mais digna. Cresci numa família de oficineiros de saquinhos de Cosme e Damião, até hoje nos reunimos para fazer os saquinhos que se espalham pela cidade. Hoje, minha avó se juntou com as três estrelas lá do céu, mas tenho certeza que continua salpicando açúcar em cima da gente. Aprendi a desenhar quando criança e continuo a desenhar pelas crianças. Me formei em Gravura pela Escola de Belas Artes da UFRJ e ilustro desde 2017. Em livros, roupas, paredes e todo o canto. O acordo da minha avó com os pequenos deu a ela a sua vida, a sua fé e a sua dignidade. E meu acordo com eles me deu o desenho.

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