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Nei Lopes
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Nei Lopes é bacharel em Direito e Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi compositor da Acadêmicos do Salgueiro e dirigente da Unidos de Vila Isabel. Autor e intérprete, ao lado de praticamente todos os grandes nomes do samba, desde a década de 1970 incursou também por outros caminhos musicais, em parcerias consagradas com Guinga, Ivan Lins, João Bosco, Moacir Santos, entre outros. Escritor e ficcionista, tem obra fortemente lastreada na cultura e no universo do samba. Pela Civilização Brasileira, publicou Dicionário da antiguidade africana.
Luiz Antonio Simas é mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi consultor do acervo Música de Carnaval do MIS – Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro – e jurado do Estandarte de Ouro, maior premiação do carnaval carioca. Tem diversos livros e artigos publicados, notadamente sobre as escolas de samba do Rio de Janeiro e suas comunidades. É autor, entre outros, de Samba enredo: História e arte, em parceria com Alberto Mussa, publicado pela Civilização Brasileira.
"Mais livros do autor
Luiz Antonio Simas
Sobre Luiz Antônio Simas
Sou um carioca criado em uma família nordestina, vinda de Alagoas e Pernambuco. Minha avó, a Dona Deda, era rezadeira e mãe de santo de um terreiro em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Minha família tinha o costume de dar doces para a meninada em todos os anos, no dia de São Cosme e de São Damião. Ao lado dos meus irmãos e amigos, eu saia cedinho para percorrer as ruas em busca de suspiros, pirulitos, cocadas e mariolas. A tradição continua. Hoje somos eu e a Candida, minha companheira, que distribuímos doces, e é o meu filho, o Benjamin, que corre atrás de guloseimas pelas ruas da Zona Norte da cidade.
Sobre Camilo Martins
Nasci na cidade do Rio de Janeiro, onde aprendi desde cedo que Cosme e Damião viviam nas ruas. Minha avó, com uma promessa e fé inabalável nos santinhos guris, conseguiu botar um teto sobre sua cabeça e ter uma vida mais digna. Cresci numa família de oficineiros de saquinhos de Cosme e Damião, até hoje nos reunimos para fazer os saquinhos que se espalham pela cidade. Hoje, minha avó se juntou com as três estrelas lá do céu, mas tenho certeza que continua salpicando açúcar em cima da gente. Aprendi a desenhar quando criança e continuo a desenhar pelas crianças. Me formei em Gravura pela Escola de Belas Artes da UFRJ e ilustro desde 2017. Em livros, roupas, paredes e todo o canto. O acordo da minha avó com os pequenos deu a ela a sua vida, a sua fé e a sua dignidade. E meu acordo com eles me deu o desenho.

















