Abismo de rosas

Abismo de rosas

R$ 49,90
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Sinopse
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Este Abismo de rosas, com vinte e um contos, não é apenas mais um livro desse impenitente contista, que se recusa a dar salto triplo e até, para aprimorar a sua inesgotável capacidade de fabricar obras-primas, cada vez mais se autolimita no seu conjugado, no seu armário embutido, no plano ínfimo, mínimo, de seu território.

 

E é ai que Danton Trevisan planta a bandeira soberana e inconfundível de seu universo. Dalton desdenha com efeito os horizontes do latifúndio; não quer a vertigem do macrocosmo; seu instrumento de trabalho é uma sonda, que só se apura em profundidade. Aqui neste Abismo ele se entrega às acrobacias de sempre, no seu cada vez mais perfeito circo de pulgas. Porque está por escolha própria condenado às galés de uma disciplina literária de cilicio, só por isto é que ele é hoje, e para sempre, um escritor que inventou seu espaço, sem qualquer condomínio ou concessão.

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ISBN978-850-101-497-9
Tradutor
Altura210 mm
Largura135 mm
Profundidade20 mm
Lançamento01/07/1979
Páginas132
Ver informações completas
R$ 49,90
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Sobre o autor

Dalton Trevisan

Dalton Trevisan é considerado um dos mais importantes contistas da literatura brasileira contemporânea. Nasceu em Curitiba, em 1925, e se formou como advogado pela Faculdade de Direito do Paraná (atual Universidade Federal do Paraná). Ainda estudante, já publicava alguns contos em folhetos e, entre 1946 e 1948, fundou a revista Joaquim, um dos mais impactantes periódicos culturais do Paraná. Teve sua estreia oficial como escritor com a publicação da coletânea de contos Novelas nada exemplares, vencedora do Prêmio Jabuti de 1960. Venceu mais três Jabutis, além de outros prêmios igualmente importantes, como o Prêmio Machado de Assis, o Prêmio da Biblioteca Nacional, o Portugal Telecom (atual Oceanos) e o Prêmio Camões, em 2012 (pelo conjunto da obra). Sua obra já foi adaptada para o cinema (A guerra conjugal, de 1975, com direção de Joaquim Pedro de Andrade) e para o teatro (em espetáculos dirigidos por nomes como Ademar Guerra, Marcelo Marchioro, Felipe Hirsch e João Luiz Fiani), e seus livros já foram traduzidos para diversos idiomas, como inglês, espanhol e italiano.

Eloar Guazzelli, desde a década de 1980, vem construindo uma trajetória extremamente criativa como ilustrador, quadrinista e diretor de arte para animação. Gaúcho, natural de Vacaria (1962), viveu por trinta e oito anos em Porto Alegre, vinte em São Paulo e, desde 2021, reside em Florianópolis com a esposa e os filhos. Tem desenhado capitais do sul e do sudeste. Uma de suas obsessões é roteirizar obras literárias. Começou com Um apólogo, de Machado de Assis (1992) e nunca mais parou: Demônios (2010), de Aluísio de Azevedo; Vidas secas (2015), de Graciliano Ramos; Amar, verbo intransitivo (2017), de Mário de Andrade; Grande sertão: veredas (2021), de Guimarães Rosa; e O pagador de promessas (2009) e O Bem-amado (2023), de Dias Gomes. De Monteiro Lobato, ilustrou sete livros, entre eles Memórias de Emília (2016) e Reinações de Narizinho (2016). De autores estrangeiros, já ilustrou A árvore dos desejos (2009), de William Faulkner; Pawana (2009), de J.M.G. Le Clézio; e Um dia de chuva (2009), de Eça de Queiroz. Destaque para Kaputt (2014), de Curzio Malaparte, livro predileto de seu pai.

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