Macho não ganha flor

Macho não ganha flor

Conteúdo do livro
CÓDIGO DA OBRA9788501921185
Sinopse

Publicado originalmente em 2006, e considerado um ponto de virada na trajetória de Dalton Trevisan, Macho não ganha flor ganha nova capa e textos de orelha e quarta capa de Augusto Massi e Caetano W. Galindo.

 

Temas centrais na obra de Dalton Trevisan, violência e sexo ganham ainda mais relevância nos contos de Macho não ganha flor, cuja primeira edição é de 2006. Consagrado ainda nos anos 1960 por seu olhar atento sobre a realidade, o escritor curitibano transpõe para o século XXI os dramas protagonizados por gente violenta, oprimida, pobre e fracassada. Os Joões e Marias de outrora agora estão usando crack, os malandros adaptaram-se a novos golpes, e a violência, esganiçada, ultrapassou todos os limites – o livro se passa em um tempo quando nada mais parece constranger vítimas e algozes.

Essas histórias fazem corar o mais alienado dos leitores. Os personagens envoltos na bruma do anonimato são, aqui, postos em evidência. Flertando com a crônica policial, Trevisan oferece protagonismo aos seus anti-heróis, que narram em primeira pessoa as desgraças vividas nas grandes cidades.

“Viver na Vila, cara, é muito perigoso”, resume um dos narradores. Nessas histórias, é como se a célebre frase de Dalton ressoasse a todo instante: “Em cada esquina de Curitiba um Raskólnikov te saúda, a mão na machadinha sob o paletó.”

Em 22 contos curtos, Macho não ganha flor mostra um autor – à época já octogenário – em pleno domínio de sua arte e atento aos movimentos da sociedade que o cerca. Um ficcionista que não sossega o olhar de cronista e presenteia os leitores com um verdadeiro clássico moderno.

 

Macho não ganha flor (2006) marca um ponto de virada na trajetória do escritor. Os contos retomam um modelo claramente narrativo e compõem, ao lado de O maníaco do olho verde (2008) e Violetas e pavões (2009), uma notável trilogia romanesca. A galeria de novos personagens transita e trafica, num entra e sai, da vida para os livros. [...] Dalton capta a matéria bruta do fato no fio desencapado do flagrante. As frases são breves. Revelam intensa descarga elétrica. Curto-circuito entre realismo e invenção. Parece coisa de gente píssica. Como deixam um cara desses solto por aí?” - Augusto Massi

Um livro, novo, em que seu senso de humor cruel se regozija com a mais juvenil verve sobre um mundo feio, oco e sujo que é o meu e o teu de cada dia. Mas que, acima de tudo, é o nosso familiar mundo do senhor Trevisan. [...] Leia o primeiro conto (pequenininho) e me diga se alguém tem mais força na literatura, por aí.” – Caetano W. Galindo

ISBN978-850-192-118-5
Tradutor
Altura205 mm
Largura135 mm
Profundidade9 mm
Lançamento10/06/2024
Páginas112
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Conteúdo do livro
CÓDIGO DA OBRA9788501921185
Sobre o autor

Dalton Trevisan

Dalton Trevisan é considerado um dos mais importantes contistas da literatura brasileira contemporânea. Nasceu em Curitiba, em 1925, e se formou como advogado pela Faculdade de Direito do Paraná (atual Universidade Federal do Paraná). Ainda estudante, já publicava alguns contos em folhetos e, entre 1946 e 1948, fundou a revista Joaquim, um dos mais impactantes periódicos culturais do Paraná. Teve sua estreia oficial como escritor com a publicação da coletânea de contos Novelas nada exemplares, vencedora do Prêmio Jabuti de 1960. Venceu mais três Jabutis, além de outros prêmios igualmente importantes, como o Prêmio Machado de Assis, o Prêmio da Biblioteca Nacional, o Portugal Telecom (atual Oceanos) e o Prêmio Camões, em 2012 (pelo conjunto da obra). Sua obra já foi adaptada para o cinema (A guerra conjugal, de 1975, com direção de Joaquim Pedro de Andrade) e para o teatro (em espetáculos dirigidos por nomes como Ademar Guerra, Marcelo Marchioro, Felipe Hirsch e João Luiz Fiani), e seus livros já foram traduzidos para diversos idiomas, como inglês, espanhol e italiano.

Eloar Guazzelli, desde a década de 1980, vem construindo uma trajetória extremamente criativa como ilustrador, quadrinista e diretor de arte para animação. Gaúcho, natural de Vacaria (1962), viveu por trinta e oito anos em Porto Alegre, vinte em São Paulo e, desde 2021, reside em Florianópolis com a esposa e os filhos. Tem desenhado capitais do sul e do sudeste. Uma de suas obsessões é roteirizar obras literárias. Começou com Um apólogo, de Machado de Assis (1992) e nunca mais parou: Demônios (2010), de Aluísio de Azevedo; Vidas secas (2015), de Graciliano Ramos; Amar, verbo intransitivo (2017), de Mário de Andrade; Grande sertão: veredas (2021), de Guimarães Rosa; e O pagador de promessas (2009) e O Bem-amado (2023), de Dias Gomes. De Monteiro Lobato, ilustrou sete livros, entre eles Memórias de Emília (2016) e Reinações de Narizinho (2016). De autores estrangeiros, já ilustrou A árvore dos desejos (2009), de William Faulkner; Pawana (2009), de J.M.G. Le Clézio; e Um dia de chuva (2009), de Eça de Queiroz. Destaque para Kaputt (2014), de Curzio Malaparte, livro predileto de seu pai.

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