PICO NA VEIA

PICO NA VEIA

R$ 49,90
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Sinopse
Um bom conto é pico certeiro na veia. Mais uma vez, Dalton Trevisan acerta o alvo. Em PICO NA VEIA, o autor usa contos curtos e secos, construídos com ironia cortante e humor cáustico, para lançar um olhar objetivo sobre a condição humana, em tudo o que esta tem de oculto e ambíguo. São textos enxutos que retratam a realidade do Brasil de hoje, onde a miséria, o desemprego e o desespero diante da desesperança provocam suicídios, humilhações, medo, amargura e exploração sexual — particularmente das mulheres —, numa ficção de primeira qualidade. PICO NA VEIA é uma coletânea composta de cerca de duzentos contos. Alguns mais longos, mas, em sua maioria, o livro é uma sucessão de miniestórias. Nelas, os temas recorrentes de Trevisan reaparecem: os desastres do amor, os infernos particulares, a guerra dos sexos, as cenas da vida cotidiana, a condição humana. Tudo composto com uma quase avara escolha de palavras, só perdoada pela acuidade poética dos melhores haicais. Nada se perde na preciosa essência de suas tramas. Há muitos anos, Dalton Trevisan afirmou que só chegaria à perfeição quando compusesse histórias completas com apenas duas ou três linhas. Em PICO NA VEIA, literalmente, para bom entendedor, meia-palavra basta. Dalton Trevisan — considerado pela crítica especializada como o escritor que melhor soube dar dignidade aos sentimentos humanos — mostra que menos é mais. Com apenas algumas palavras e outros sinais gráficos, PICO NA VEIA transmite todos as aflições de homens e mulheres. De Dalton Trevisan, pessoa, pouco se sabe. Ele guarda a sete chaves sua intimidade, não dá entrevistas, não se deixa fotografar, provocando frustração em muitos pela sua recusa irrevogável. A quem lhe pede entrevistas, responde que, para saber mais de sua vida, basta ler seus livros. Ele ali está de corpo e alma. E, em PICO NA VEIA, mais uma faceta de seu caráter é revelada.
ISBN978-850-106-549-0
Tradutor
Altura210 mm
Largura140 mm
Profundidade15 mm
Lançamento05/11/2002
Páginas112
Ver informações completas
R$ 49,90
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Sobre o autor

Dalton Trevisan

Dalton Trevisan é considerado um dos mais importantes contistas da literatura brasileira contemporânea. Nasceu em Curitiba, em 1925, e se formou como advogado pela Faculdade de Direito do Paraná (atual Universidade Federal do Paraná). Ainda estudante, já publicava alguns contos em folhetos e, entre 1946 e 1948, fundou a revista Joaquim, um dos mais impactantes periódicos culturais do Paraná. Teve sua estreia oficial como escritor com a publicação da coletânea de contos Novelas nada exemplares, vencedora do Prêmio Jabuti de 1960. Venceu mais três Jabutis, além de outros prêmios igualmente importantes, como o Prêmio Machado de Assis, o Prêmio da Biblioteca Nacional, o Portugal Telecom (atual Oceanos) e o Prêmio Camões, em 2012 (pelo conjunto da obra). Sua obra já foi adaptada para o cinema (A guerra conjugal, de 1975, com direção de Joaquim Pedro de Andrade) e para o teatro (em espetáculos dirigidos por nomes como Ademar Guerra, Marcelo Marchioro, Felipe Hirsch e João Luiz Fiani), e seus livros já foram traduzidos para diversos idiomas, como inglês, espanhol e italiano.

Eloar Guazzelli, desde a década de 1980, vem construindo uma trajetória extremamente criativa como ilustrador, quadrinista e diretor de arte para animação. Gaúcho, natural de Vacaria (1962), viveu por trinta e oito anos em Porto Alegre, vinte em São Paulo e, desde 2021, reside em Florianópolis com a esposa e os filhos. Tem desenhado capitais do sul e do sudeste. Uma de suas obsessões é roteirizar obras literárias. Começou com Um apólogo, de Machado de Assis (1992) e nunca mais parou: Demônios (2010), de Aluísio de Azevedo; Vidas secas (2015), de Graciliano Ramos; Amar, verbo intransitivo (2017), de Mário de Andrade; Grande sertão: veredas (2021), de Guimarães Rosa; e O pagador de promessas (2009) e O Bem-amado (2023), de Dias Gomes. De Monteiro Lobato, ilustrou sete livros, entre eles Memórias de Emília (2016) e Reinações de Narizinho (2016). De autores estrangeiros, já ilustrou A árvore dos desejos (2009), de William Faulkner; Pawana (2009), de J.M.G. Le Clézio; e Um dia de chuva (2009), de Eça de Queiroz. Destaque para Kaputt (2014), de Curzio Malaparte, livro predileto de seu pai.

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