História da feiura

História da feiura

Autor: Umberto Eco
R$ 279,90
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ou 3x de R$ 93,30
Sinopse

Quem ama o feio, bonito lhe parece. Mas a idéia da feiura é muito mais complexa de definir do que a da beleza. Umberto Eco traz um ensaio sobre o que é feio, desde a antiguidade clássica até os dias de hoje.

 

O conceito de grotesco foi, ao longo dos séculos, vinculado ao da graça e formosura. O feio, o cruel e o demoníaco são os parâmetros para a existência do belo. Mas nem sempre considerados o seu oposto. Uma história da beleza conta com uma ampla série de testemunhos teóricos capazes, ao mesmo tempo, de delimitar o gosto de determinada época. Já a trajetória da feiura, ao contrário, terá de buscar seus próprios documentos nas representações visuais ou verbais de coisas ou pessoas consideradas feias. Mas gosto se discute? Como mensurar a ausência da perfeição?

Com a perspicácia e erudição de sempre, Umberto Eco propõe essas indagações em História da feiura, um ensaio sobre as transformações deste conceito através dos tempos. Depois de registrar, em História da beleza, o curso do belo na civilização ocidental, Eco se volta para a feiura e nos faz refletir: se beleza ou feiura estão nos olhos de quem vê, também é certo lembrar que esse olhar é influenciado pelos padrões culturais de quem observa. Para um ocidental, uma máscara ritual africana pode causar estranhamento, terror, ao passo que para o nativo pode representar uma divindade benévola. Dizer que belo e feio são relativos aos tempos e às culturas não significa, porém, que não se tentou, desde sempre, vê-los como padrões definidos em relação a um modelo estável.

Nos quinze capítulos deste livro, Umberto Eco reflete sobre as diversas transformações do conceito de feiura não apenas no mundo das artes, como em diversas áreas do conhecimento, como a filosofia, a teologia, a ciência, a política e a economia. História da feiura não é uma história da arte nem um estudo de estética, mas vale-se de ambos para delinear a idéia de feiura desde a Antigüidade Clássica até os dias de hoje. E assim, tanto os textos antológicos quanto as extraordinárias ilustrações deste livro nos fazem percorrer um surpreendente itinerário, entre pesadelos, terrores e amores de quase três mil anos, onde movimentos de repúdio seguem par e passo com tocantes gestos de compaixão e a rejeição da deformidade se faz acompanhar de êxtases decadentes com as mais sedutoras violações de qualquer cânone clássico.

Entre demônios, loucos, inimigos horrendos e presenças perturbantes, entre abismos medonhos e deformidades que esfloram o sublime, entre freaks e mortos vivos, descobre-se uma veia iconográfica vastíssima e muitas vezes insuspeitada. Belissimamente ilustrado, História da feiura é uma apaixonante aventura intelectual e sensorial. Amante das palavras tanto quanto das imagens, Umberto Eco acabou por transformar essa obra sofisticada, e ao mesmo tempo emocionante, num convite sedutor e irresistível a um passeio pelo reino do grotesco.

ISBN978-850-103-471-7
Tradutor Eliana Aguiar
Altura210 mm
Largura150 mm
Profundidade25 mm
Lançamento01/07/2014
Páginas456
Ver informações completas
R$ 279,90
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ou 3x de R$ 93,30
Sobre o autor

Umberto Eco

Umberto Eco nasceu em Alexandria em 1932. Filósofo, medievalista, semiólogo, midiólogo, estreou na ficção em 1980 com O nome da rosa (Prêmio Strega 1981), seguido por O pêndulo de Foucault (1988), A ilha do dia anterior (1994), Baudolino (2000), A misteriosa chama da rainha Loana (2004), O cemitério de Praga (2010) e Número zero (2015). Dentre seus trabalhos de filosofia, crítica literária e semiótica, destacam-se Tratado geral de semiótica (1975), Os limites da interpretação (1990), Kant e o ornitorrinco (1997), Da árvore ao labirinto: estudos históricos sobre o signo e a interpretação (2007), Não contem com o fim do livro, com Jean-Claude Carrière (2009), Construir o inimigo e outros escritos ocasionais (2011) e Scritti sul pensiero medievale [Escritos sobre o pensamento medieval] (2012). Em 2004 publicou o volume ilustrado História da beleza, seguido em 2007 por História da feiura, em 2009 por Vertigem das listas e em 2013 por História das terras e lugares lendários. Reconhecido como um dos mais importantes escritores e pensadores do século XX, grande parte da sua obra se encontra publicada no Brasil pela Editora Record. O autor morreu em 2016.

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