MACUNAÍMA
Mário de Andrade
127 págs. | R$ 44,90
Ed. José Olympio | Grupo Editorial Record
Obra de referência já consagrada, Vanguarda europeia e modernismo brasileiro, de Gilberto Mendonça Teles, reúne poemas, conferências e manifestos vanguardistas estrangeiros e nacionais publicados entre 1857 e 1972. A edição que está sendo lançada em meio às comemorações do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 vem acrescida de novo prefácio do próprio autor, que está disponível para entrevistas. O evento é considerado o marco inaugural do modernismo no Brasil. Grande parte dos intelectuais e artistas que estiveram à frente desse movimento tinha vivido na Europa após a Primeira Guerra Mundial e enfim trazia ideias e técnicas que lá se desenhavam desde as últimas décadas do século XIX.
Professor emérito de Literatura Brasileira e Teoria da Literatura na PUC-Rio, com diversas passagens, como poeta e crítico literário, por instituições nos Estados Unidos e na Europa, Gilberto Mendonça Teles apresenta um rico panorama dos movimentos modernistas, uma viagem em companhia de textos de artistas que foram capazes de antever os sopros da mudança ainda no século XIX — como Charles Baudelaire, Arthur Rimbaud e Stéphane Mallarmé —, nomes que protagonizaram as vanguardas europeias — como André Breton, Vladimir Maiakovski e Tristan Tzara —, expoentes do modernismo brasileiro — como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, João Cabral de Melo Neto e Murilo Mendes — e, enfim, aqueles que marcaram um momento mais experimental da arte brasileira — como Décio Pignatari e Wlademir Dias-Pino.
VANGUARDA EUROPEIA E MODERNISMO BRASILEIRO
Gilberto Mendonça Teles 658 págs. | R$ 109,90 Ed. José Olympio | Grupo Editorial Record O antimodernista: Graciliano e 1922 é uma reunião dos ensaios, resenhas de livros, entrevistas e cartas que Graciliano Ramos escreveu trazendo a herança do modernismo de um ponto de vista crítico. O livro, organizado pelos pesquisadores Thiago Mio Salla e Ieda Lebensztein, mostra que Graciliano, reconhecendo a importância do movimento, não cai na idolatria e na idealização de muitos de seus contemporâneos. O leitor encontrará a consciência crítica e autocrítica de um escritor na contracorrente do triunfalismo vanguardista, simbolizado pela Semana de 1922. Não se trata de uma defesa do tradicionalismo nem de reacionarismo, mas os textos mostram um Graciliano incomodado com os descaminhos da civilização ocidental, e que manifesta sua postura desconfiada e vigilante de modo contínuo. “Antimodernista moderno”, Graciliano defendia a clareza da escrita e uma técnica ficcional feita de circunspecção, introspecção e respeito às palavras e aos seres, capaz de articular a representação crítica e a expressão subjetiva de impasses sociais e morais. Thiago Mio Salla e Ieda Lebensztayn também foram organizadores dos livros Cangaços e Conversas, de Graciliano Ramos, também publicados pela Record. Trecho do livro: “Graciliano Ramos: Os modernistas brasileiros, confundindo o ambiente literário do país com a Academia, traçaram linhas divisórias rígidas (mas arbitrárias) entre o bom e o mau. E, querendo destruir tudo que ficara para trás, condenaram, por ignorância ou safadeza, muita coisa que merecia ser salva. Vendo em Coelho Neto a encarnação da literatura brasileira — o que era um erro — fingiram esquecer tudo quanto havia antes, e nessa condenação maciça cometeram injustiças tremendas. [...] Revista do Globo: Quer dizer que não se considera modernista? Graciliano Ramos: Que ideia! Enquanto os rapazes de 22 promoviam seu movimentozinho, achava-me em Palmeira dos Índios, em pleno sertão alagoano, vendendo chita no balcão.” Trecho de entrevista concedida por Graciliano Ramos em 1948.
O ANTIMODERNISTA: GRACILIANO E 1922
Org. Thiago Mio Salla e Ieda Lebensztein
294 págs.
Ed. Record | Grupo Editorial Record
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