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Sinopse
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In 234 , Dalton Trevisan from Curitiba shows a little more of his unmistakable and intense writing.

""In bed, the husband says:

— You are fat, yes. But you are clean.

— ...

— You're ugly, right? But it's free.

A girl? Yes, it was. There was this story. Walking on a quiet road, I bumped into her. Really crazy. Then it happened. Was she pregnant? I didn't stick around to find out. Did this other girl know me? I think there's something like that. I was passing by on the road, she was coming. I asked her for the time. We started chatting and stuff. Merry Christmas, I said. Then she saw the knife: "It's clean. I don't want you to kill me. I just don't want to die." I used it. I kept it and stuff. Within the rules.

— Do you know who knocked on my bedroom door at three in the morning?

— Oh, friend... Who could it be?

— The Lord Jesus. He really wanted to talk to me.

— Not that one. The Lord Jesus of all people. So what?

— He called me by name twice.

— Oh, don't lie to me. What...

— Did you open the door? Neither did I. I already know what it was. Just because I... I stayed very quiet. And I didn't want to talk to him.

"Drunk, he hits me mercilessly. He gets crazy, he wants to do everything. If I resist, I get hit even harder. Oh, my little Jesus. Then I spread my legs. A candle offered to the souls in purgatory."

"
ISBN978-850-104-873-8
Tradutor
Altura210 mm
Largura135 mm
Profundidade7 mm
Lançamento07/04/1997
Páginas128
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R$ 49,90
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Sobre o autor

Dalton Trevisan

Dalton Trevisan é considerado um dos mais importantes contistas da literatura brasileira contemporânea. Nasceu em Curitiba, em 1925, e se formou como advogado pela Faculdade de Direito do Paraná (atual Universidade Federal do Paraná). Ainda estudante, já publicava alguns contos em folhetos e, entre 1946 e 1948, fundou a revista Joaquim, um dos mais impactantes periódicos culturais do Paraná. Teve sua estreia oficial como escritor com a publicação da coletânea de contos Novelas nada exemplares, vencedora do Prêmio Jabuti de 1960. Venceu mais três Jabutis, além de outros prêmios igualmente importantes, como o Prêmio Machado de Assis, o Prêmio da Biblioteca Nacional, o Portugal Telecom (atual Oceanos) e o Prêmio Camões, em 2012 (pelo conjunto da obra). Sua obra já foi adaptada para o cinema (A guerra conjugal, de 1975, com direção de Joaquim Pedro de Andrade) e para o teatro (em espetáculos dirigidos por nomes como Ademar Guerra, Marcelo Marchioro, Felipe Hirsch e João Luiz Fiani), e seus livros já foram traduzidos para diversos idiomas, como inglês, espanhol e italiano.

Eloar Guazzelli, desde a década de 1980, vem construindo uma trajetória extremamente criativa como ilustrador, quadrinista e diretor de arte para animação. Gaúcho, natural de Vacaria (1962), viveu por trinta e oito anos em Porto Alegre, vinte em São Paulo e, desde 2021, reside em Florianópolis com a esposa e os filhos. Tem desenhado capitais do sul e do sudeste. Uma de suas obsessões é roteirizar obras literárias. Começou com Um apólogo, de Machado de Assis (1992) e nunca mais parou: Demônios (2010), de Aluísio de Azevedo; Vidas secas (2015), de Graciliano Ramos; Amar, verbo intransitivo (2017), de Mário de Andrade; Grande sertão: veredas (2021), de Guimarães Rosa; e O pagador de promessas (2009) e O Bem-amado (2023), de Dias Gomes. De Monteiro Lobato, ilustrou sete livros, entre eles Memórias de Emília (2016) e Reinações de Narizinho (2016). De autores estrangeiros, já ilustrou A árvore dos desejos (2009), de William Faulkner; Pawana (2009), de J.M.G. Le Clézio; e Um dia de chuva (2009), de Eça de Queiroz. Destaque para Kaputt (2014), de Curzio Malaparte, livro predileto de seu pai.

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