234

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Sinopse
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In 234 , Dalton Trevisan from Curitiba shows a little more of his unmistakable and intense writing.

""In bed, the husband says:

— You are fat, yes. But you are clean.

— ...

— You're ugly, right? But it's free.

A girl? Yes, it was. There was this story. Walking on a quiet road, I bumped into her. Really crazy. Then it happened. Was she pregnant? I didn't stick around to find out. Did this other girl know me? I think there's something like that. I was passing by on the road, she was coming. I asked her for the time. We started chatting and stuff. Merry Christmas, I said. Then she saw the knife: "It's clean. I don't want you to kill me. I just don't want to die." I used it. I kept it and stuff. Within the rules.

— Do you know who knocked on my bedroom door at three in the morning?

— Oh, friend... Who could it be?

— The Lord Jesus. He really wanted to talk to me.

— Not that one. The Lord Jesus of all people. So what?

— He called me by name twice.

— Oh, don't lie to me. What...

— Did you open the door? Neither did I. I already know what it was. Just because I... I stayed very quiet. And I didn't want to talk to him.

"Drunk, he hits me mercilessly. He gets crazy, he wants to do everything. If I resist, I get hit even harder. Oh, my little Jesus. Then I spread my legs. A candle offered to the souls in purgatory."

"
ISBN978-850-104-873-8
Tradutor
Altura210 mm
Largura135 mm
Profundidade7 mm
Lançamento07/04/1997
Páginas128
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Sobre o autor

Dalton Trevisan

No dia 14 de junho de 1925, nasce Dalton Trevisan. Em Curitiba, é claro. A mesma Curitiba em que cresce e ganha a fama de "vampiro". A mesma Curitiba que eternizou em tantos contos - e que, justamente por isso, tem com ele um débito eterno. A mesma Curitiba cheia de mistérios. O próprio escritor é um deles: para se conceber um histórico de Trevisan, é preciso a habilidade das cerzideiras, cosendo retalhos aqui e ali, em uma ou outra reportagem, nas antigas e raras entrevistas. Formado em Direito, exerceu a função de repórter policial e crítico de cinema. Um acidente com o forno de uma olaria, em 1945, quase lhe tira a vida. Trevisan foi internado com fratura de crânio, mas se recuperou para editar, a partir do ano seguinte, a revista Joaquim, que duraria até 1949. Em 1950, o escritor vai para a Europa. Casa-se em 1953, tornando-se pai de duas filhas. Escondeu-se no anonimato para vencer um concurso de contos no Paraná, em 1968. Gosta de filmes de bangue-bangue e de passear pelas ruas da capital paranaense. Já teve livros traduzidos para diversos idiomas, como o inglês, o espanhol e o italiano. Na Hungria, alguns de seus contos inspiraram uma série de TV. No Brasil, alguns textos foram adaptados para o cinema e a TV. Seus livros são editados pela Record desde 1978. Durante anos, seus livros ganharam identidade visual criada pelo artista gráfico Poty. Depois, a parceria mudou: figuras em nanquim do dadaísta alemão George Grosz, resgatadas da Berlim do tempo da república Weimar, dão o tom apocalíptico que os escritos de Trevisan foram assumindo.

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