Eduardo Moreira – apresentador do ICL Notícias – convida o leitor a reconsiderar a relação entre memória, tecnologia e liberdade: o que nos trouxe até aqui? E por que aquilo que garantiu nossa sobrevivência parece agora nos aprisionar? O prefácio é de Luiz Antonio Simas.
Em A razão de tudo, Eduardo Moreira parte de uma hipótese simples: somos seres moldados para guardar o passado e, ao interpretar esse repertório, tentar prever o futuro. Dessa engrenagem nasceram a curiosidade, a linguagem, a ciência, a religião, a política, a propaganda e as tecnologias que transformaram o planeta. Nasceram também a ansiedade, a ambição pelo controle e o medo da incerteza. No fim das contas, temos uma relação contraditória com o presente. É enorme a dificuldade de nos conectarmos com o momento atual, pois estamos sempre olhando para trás preocupados com o que pode nos acontecer à frente. No entanto, é no presente que vivemos.
Se mudássemos essa percepção temporal, o que aconteceria? Se o presente se revelasse sem as habituais âncoras de discernimento, conseguiríamos enxergar melhor a resolução de nossos maiores problemas? A provocação de Eduardo Moreira é instigante. Se os desafios atuais exigem uma postura renovada, talvez aqui esteja o exercício existencial que nos falta para observar o mundo sem vieses, desmoldando nossas predeterminações e abrindo caminho para uma nova experiência humana.
Este livro encerra a trilogia iniciada em A intenção primeira – finalista do Prêmio Jabuti. Consolida Eduardo Moreira como uma voz filosófica de magnitude, capaz de costurar acontecimentos recentes – como o advento da inteligência artificial – e ideias primevas que construíram nossa imaginação coletiva – como as passagens bíblicas e a filosofia grega. A soma desses argumentos produz inquietações perturbadoras, capazes de provocar um estalo na consciência. Você está preparado para repensar tudo o que acha que sabe?