A faca no coração

A faca no coração

R$ 49,90
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Sinopse
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Em A faca no coração, o contista curitibano mostra que dramas humanos são realmente invariáveis.

 

“Aqui Dalton Trevisan cria vinte e duas narrativas curtas, dentro de sua realidade artística. Personagens, dramas, tragédias, o patético e o sensível. A natureza humana, reflexo e referência no mundo da criação, é multiforme, não fosse a arte um labirinto de espelhos em busca de sua verdade. Dalton Trevisan trabalha em seu laboratório. Alquimista, modela seus “monstros”, corta sua carne a fogo e ferro ― a faca no coração ― para resolver-lhes as entranhas.

Nesse mundo sombrio, de casos de exceção, o erótico não poderia estar ausente, mas em Dalton Trevisan o erótico é medido, por vezes sublimado, ou às vezes apenas uma farsa que pode chegar à hilaridade.

Além da economia de meios, a síntese da linguagem, dos cortes transversais nos diálogos e narrativa, Dalton Trevisan desenvolve a concreção temporal ou corte cronológico, de grande efeito no espaço (material) reduzido do conto. Embora não seja um dado novo em seus trabalhos, o autor assume agora, decididamente, o experimental, a pesquisa, e mesmo certos recursos “herméticos” de seu processo funcionam a contento, em proveito de um clima em que se encontram a realidade e a fábula.” – Assis Brasil

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ISBN978-850-101-540-2
Tradutor
Altura210 mm
Largura135 mm
Profundidade8 mm
Lançamento01/11/1979
Páginas144
Ver informações completas
R$ 49,90
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ou 3x de R$ 16,63
Sobre o autor

Dalton Trevisan

Dalton Trevisan é considerado um dos mais importantes contistas da literatura brasileira contemporânea. Nasceu em Curitiba, em 1925, e se formou como advogado pela Faculdade de Direito do Paraná (atual Universidade Federal do Paraná). Ainda estudante, já publicava alguns contos em folhetos e, entre 1946 e 1948, fundou a revista Joaquim, um dos mais impactantes periódicos culturais do Paraná. Teve sua estreia oficial como escritor com a publicação da coletânea de contos Novelas nada exemplares, vencedora do Prêmio Jabuti de 1960. Venceu mais três Jabutis, além de outros prêmios igualmente importantes, como o Prêmio Machado de Assis, o Prêmio da Biblioteca Nacional, o Portugal Telecom (atual Oceanos) e o Prêmio Camões, em 2012 (pelo conjunto da obra). Sua obra já foi adaptada para o cinema (A guerra conjugal, de 1975, com direção de Joaquim Pedro de Andrade) e para o teatro (em espetáculos dirigidos por nomes como Ademar Guerra, Marcelo Marchioro, Felipe Hirsch e João Luiz Fiani), e seus livros já foram traduzidos para diversos idiomas, como inglês, espanhol e italiano.

Eloar Guazzelli, desde a década de 1980, vem construindo uma trajetória extremamente criativa como ilustrador, quadrinista e diretor de arte para animação. Gaúcho, natural de Vacaria (1962), viveu por trinta e oito anos em Porto Alegre, vinte em São Paulo e, desde 2021, reside em Florianópolis com a esposa e os filhos. Tem desenhado capitais do sul e do sudeste. Uma de suas obsessões é roteirizar obras literárias. Começou com Um apólogo, de Machado de Assis (1992) e nunca mais parou: Demônios (2010), de Aluísio de Azevedo; Vidas secas (2015), de Graciliano Ramos; Amar, verbo intransitivo (2017), de Mário de Andrade; Grande sertão: veredas (2021), de Guimarães Rosa; e O pagador de promessas (2009) e O Bem-amado (2023), de Dias Gomes. De Monteiro Lobato, ilustrou sete livros, entre eles Memórias de Emília (2016) e Reinações de Narizinho (2016). De autores estrangeiros, já ilustrou A árvore dos desejos (2009), de William Faulkner; Pawana (2009), de J.M.G. Le Clézio; e Um dia de chuva (2009), de Eça de Queiroz. Destaque para Kaputt (2014), de Curzio Malaparte, livro predileto de seu pai.

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A faca no coração