O pássaro de cinco asas

O pássaro de cinco asas

R$ 49,90
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Sinopse
Com Dalton Trevisan o conto brasileiro se renovou. No campo da linguagem, o autor trouxe para a ficção um idioma ágil, vivo, lépido, desentranhado dos mais diversos ambientes populares, fixando o coloquial com rara mestria. No que diz respeito à estrutura da história curta, obteve efeitos novos através da síntese narrativa, fundindo, justapondo ou contrapondo planos, de modo a, num mínimo de espaço e de tempo, abarcar maior extensão e profundidade de aspecto da vida. Dalton realiza, sempre com espantosa economia de meios, a proeza de muito dizer, pouco falando. Escritor permanentemente insatisfeito, Dalton Trevisan vive polindo e repolindo seus livros anteriores — coisa que se pode comprovar comparando as diferentes edições deles. Os novos também são submetidos ao mesmo rigor, ao mesmo tratamento perfeccionista. É um autor em busca constante da melhor forma, da expressão precisa, correta, definidora. Graças a esses cuidados, sua técnica narrativa e fatura literária são excepcionais. Técnica e fatura que aplica para revelar os dramas de uma pequena e miúda humanidade, uma humanidade cujo heroísmo está simplesmente em viver ou sobreviver aos embates da vida. Ninguém como ele para reelaborar os faits-divers e dar-lhes grandeza dramática e até trágica. O universo do contista paranaense torna-se, assim, um microcosmo perturbador, soma e suma de todo um vasto mundo onde se desenrola a infindável comédia humana.
ISBN978-850-101-384-2
Tradutor
Altura210 mm
Largura140 mm
Profundidade8 mm
Lançamento01/04/1979
Páginas142
Ver informações completas
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Sobre o autor

Dalton Trevisan

Dalton Trevisan é considerado um dos mais importantes contistas da literatura brasileira contemporânea. Nasceu em Curitiba, em 1925, e se formou como advogado pela Faculdade de Direito do Paraná (atual Universidade Federal do Paraná). Ainda estudante, já publicava alguns contos em folhetos e, entre 1946 e 1948, fundou a revista Joaquim, um dos mais impactantes periódicos culturais do Paraná. Teve sua estreia oficial como escritor com a publicação da coletânea de contos Novelas nada exemplares, vencedora do Prêmio Jabuti de 1960. Venceu mais três Jabutis, além de outros prêmios igualmente importantes, como o Prêmio Machado de Assis, o Prêmio da Biblioteca Nacional, o Portugal Telecom (atual Oceanos) e o Prêmio Camões, em 2012 (pelo conjunto da obra). Sua obra já foi adaptada para o cinema (A guerra conjugal, de 1975, com direção de Joaquim Pedro de Andrade) e para o teatro (em espetáculos dirigidos por nomes como Ademar Guerra, Marcelo Marchioro, Felipe Hirsch e João Luiz Fiani), e seus livros já foram traduzidos para diversos idiomas, como inglês, espanhol e italiano.

Eloar Guazzelli, desde a década de 1980, vem construindo uma trajetória extremamente criativa como ilustrador, quadrinista e diretor de arte para animação. Gaúcho, natural de Vacaria (1962), viveu por trinta e oito anos em Porto Alegre, vinte em São Paulo e, desde 2021, reside em Florianópolis com a esposa e os filhos. Tem desenhado capitais do sul e do sudeste. Uma de suas obsessões é roteirizar obras literárias. Começou com Um apólogo, de Machado de Assis (1992) e nunca mais parou: Demônios (2010), de Aluísio de Azevedo; Vidas secas (2015), de Graciliano Ramos; Amar, verbo intransitivo (2017), de Mário de Andrade; Grande sertão: veredas (2021), de Guimarães Rosa; e O pagador de promessas (2009) e O Bem-amado (2023), de Dias Gomes. De Monteiro Lobato, ilustrou sete livros, entre eles Memórias de Emília (2016) e Reinações de Narizinho (2016). De autores estrangeiros, já ilustrou A árvore dos desejos (2009), de William Faulkner; Pawana (2009), de J.M.G. Le Clézio; e Um dia de chuva (2009), de Eça de Queiroz. Destaque para Kaputt (2014), de Curzio Malaparte, livro predileto de seu pai.

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