Virgem louca, loucos beijos

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R$ 49,90
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Sinopse
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Explorando ainda mais seu estilo imediato, Dalton Trevisan reúne em Pão e sangue histórias onde o ressentimento e a amargura respingam nos atos humanos.

 

“A temática de Dalton Trevisan são situações em que as pessoas têm de repente a aturdida compreensão de que suas vidas erradas nunca serão melhores. Momentos terríveis de verdade surgem e exigem aceitação. Trevisan não desperdiça palavras, esboça o ambiente rápida mas seguramente, debruça-se sobre o psiquismo dos personagens, enfatizando-o enquanto propõe sua irremediável alienação. A dimensão total de uma vida amarga e frustrada é sugerida em poucas páginas. Uma inflexível concentração em tais mergulhos íntimos estabelece um severo tom de dignidade, até mesmo para os mais imediatos e mesquinhos atos humanos. É ficção de primeira qualidade, na qual um enorme talento literário alcança aquilo que é ainda mais importante: uma poderosa compaixão imaginativa.” – Bruce Allen, Library Journal

“No contexto das histórias de Dalton Trevisan, ser mulher no Brasil é morar no inferno. Sedutora ou vítima são os únicos papéis a ela reservados. Se encontra prazer no sexo, é pecaminosa ou foi arrastada pelo homem a senti-lo, contra sua vontade. Os homens brasileiros - encarnados em Nelsinho, o vampiro – não são melhores: odeiam e adoram a mulher, sendo condenados a persegui-la sem descanso.” – Vivian Mercier, World

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ISBN978-850-101-567-9
Tradutor
Altura210 mm
Largura135 mm
Profundidade7 mm
Lançamento01/10/1979
Páginas128
Ver informações completas
R$ 49,90
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Sobre o autor

Dalton Trevisan

Dalton Trevisan é considerado um dos mais importantes contistas da literatura brasileira contemporânea. Nasceu em Curitiba, em 1925, e se formou como advogado pela Faculdade de Direito do Paraná (atual Universidade Federal do Paraná). Ainda estudante, já publicava alguns contos em folhetos e, entre 1946 e 1948, fundou a revista Joaquim, um dos mais impactantes periódicos culturais do Paraná. Teve sua estreia oficial como escritor com a publicação da coletânea de contos Novelas nada exemplares, vencedora do Prêmio Jabuti de 1960. Venceu mais três Jabutis, além de outros prêmios igualmente importantes, como o Prêmio Machado de Assis, o Prêmio da Biblioteca Nacional, o Portugal Telecom (atual Oceanos) e o Prêmio Camões, em 2012 (pelo conjunto da obra). Sua obra já foi adaptada para o cinema (A guerra conjugal, de 1975, com direção de Joaquim Pedro de Andrade) e para o teatro (em espetáculos dirigidos por nomes como Ademar Guerra, Marcelo Marchioro, Felipe Hirsch e João Luiz Fiani), e seus livros já foram traduzidos para diversos idiomas, como inglês, espanhol e italiano.

Eloar Guazzelli, desde a década de 1980, vem construindo uma trajetória extremamente criativa como ilustrador, quadrinista e diretor de arte para animação. Gaúcho, natural de Vacaria (1962), viveu por trinta e oito anos em Porto Alegre, vinte em São Paulo e, desde 2021, reside em Florianópolis com a esposa e os filhos. Tem desenhado capitais do sul e do sudeste. Uma de suas obsessões é roteirizar obras literárias. Começou com Um apólogo, de Machado de Assis (1992) e nunca mais parou: Demônios (2010), de Aluísio de Azevedo; Vidas secas (2015), de Graciliano Ramos; Amar, verbo intransitivo (2017), de Mário de Andrade; Grande sertão: veredas (2021), de Guimarães Rosa; e O pagador de promessas (2009) e O Bem-amado (2023), de Dias Gomes. De Monteiro Lobato, ilustrou sete livros, entre eles Memórias de Emília (2016) e Reinações de Narizinho (2016). De autores estrangeiros, já ilustrou A árvore dos desejos (2009), de William Faulkner; Pawana (2009), de J.M.G. Le Clézio; e Um dia de chuva (2009), de Eça de Queiroz. Destaque para Kaputt (2014), de Curzio Malaparte, livro predileto de seu pai.

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