Filandras

Filandras

Autor: Adélia Prado
R$ 54,90
R$ 54,90
ou 3x de R$ 18,30
Sinopse

Filandras marca a estreia da escritora mineira Adélia Prado na Editora Record, que volta a temas recorrentes em sua literatura: a vida provinciana, a religiosidade, as cores do campo, num espelho de sua própria experiência.

 

Coletânea de contos que tratam de amores, desejos, frustrações e sonhos. Filandras, seu primeiro inédito desde 1996, revela uma contista sedutora e sutil por trás da aclamada poeta Adélia.  Segundo dicionários Filandras seriam, entre outras definições, ""fios delgados e longos"", ""flocos que esvoaçam pelo ar e cobrem os vegetais"". Os contos de Adélia neste livro são realmente filandras - delicados fios esvoaçantes. Quando os alcançamos se desfazem como sonhos.

As 43 histórias do livro podem, certamente, ser lidas separadamente. Mas ganham outra dimensão quando se começa a unir os fios, os pequenos detalhes que revelados em cada uma delas permitem construir a vida de seus personagens.  As personagens de Filandras - mulheres simples do interior e seu cotidiano - revelam aos poucos uma personalidade forte, mesmo quando submissas. Todos os contos têm como personagem principal mulheres. E que mulheres: a avoada Olinda; a racional Célia; a sedutora Calixtinha; a insegura Ester. Carolas, em crise, amélias, devotas e apaixonadas. 

Em uma segunda análise, as mulheres de Adélia são todas as mulheres do mundo. Repletas de nuances e fases (como a lua). Em Análise, por exemplo, a protagonista dispara: ""Natureza de mulher é de obedecer, de admirar, de servir, natureza de formiga, de abelha operária e gata no borralho, senão, meu deus, não sobra espaço para ela virar Cinderela"".  Assim como as mulheres, o sentido de religiosidade está presente em grande parte dos contos do livro, retratando parte da realidade da vida no interior do Brasil.

Numa narrativa extremamente pessoal, Filandras trata de amor, de desejo, de coisas e gentes a conquistar e as que ficaram pelo caminho - perdidas, largadas, esquecidas. Uma sinuosa viagem pelos caminhos do coração. 

ISBN978-850-106-272-7
Tradutor
Altura210 mm
Largura135 mm
Profundidade13 mm
Lançamento16/11/2001
Páginas160
Ver informações completas
R$ 54,90
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ou 3x de R$ 18,30
Sobre o autor

Adélia Prado

Adélia Luzia Prado de Freitas nasceu em 13 de dezembro de 1935, na cidade de Divinópolis, Minas Gerais, onde vive até hoje. Escreveu seus primeiros versos aos 15 anos, em 1950, logo após o falecimento de sua mãe. Em 1958, casou-se com José Assunção de Freitas, funcionário do Banco do Brasil. O casal teve cinco filhos. Antes do nascimento da última filha, a escritora e o marido iniciaram o curso de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Divinópolis. Adélia formou-se em 1973, um ano após a morte do pai. Poucos anos depois, enviou os originais de seus poemas ao crítico e escritor Affonso Romano de Sant’Anna, que os submeteu à apreciação de Carlos Drummond de Andrade. O poeta mineiro considerou os poemas “fenomenais” e indicou sua publicação a Pedro Paulo de Sena Madureira, da Editora Imago. O editor, empolgado com o que leu, decidiu publicar os originais, o que resultou no lançamento de Bagagem, no Rio de Janeiro, em 1976, com a presença de Antônio Houaiss, Raquel Jardim, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Affonso Romano de Sant’Anna e Nélida Piñon, entre outros intelectuais e escritores. Em 1980, ela fundou sua companhia de teatro amador, Cara e Coragem, para a qual adaptou e dirigiu peças de Dias Gomes e Ariano Suassuna. Em parceria com o colega Lázaro Barreto, escreveu um auto de Natal intitulado O clarão. Vencedora de inúmeros prêmios literários – entre os quais, o Jabuti, o da Academia Brasileira de Letras e, por duas vezes, o da Biblioteca Nacional –, Adélia Prado foi condecorada pelo Governo Brasileiro com a Ordem do Mérito Cultural, em 2014.

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