O homem da mão seca

O homem da mão seca

Autor: Adélia Prado
Conteúdo do livro
CÓDIGO DA OBRA9788501922755
Sinopse

Publicado originalmente em 1994, o romance O homem da mão seca, de Adélia Prado, retorna com nova capa para celebrar a grande figura da atual poesia brasileira, vencedora dos prêmios Camões e Machado de Assis.

 

Antônia, personagem central e narradora de O homem da mão seca (1994), é uma mulher do interior que “mistura Deus em tudo”. Casada há trinta anos com Thomaz, ela sofre de uma dor de dente implacável, que “paralisou o mundo”. O que, à primeira vista, pode parecer um enredo simples é, na verdade, transformado por Adélia Prado em um universo simbólico, palco para reflexões filosóficas, debates religiosos e questões de consciência.

Espirituosa e inteligente, a personagem se reconhece um pouco “má” e vive entre os delírios dos sonhos (que anota para discutir com seu analista) e as questões prosaicas na pacata Coronas. Apaixona-se por Soledade, “um místico”, cujo verdadeiro nome é Jorge Teodoro, mas a quem apelidou de “Teodardo”. Um beijo bastou para bagunçar tudo. Menos para ela se considerar infiel, pois “nem dormindo com o Teo viraria adúltera”.

Antônia gosta de “escrever poéticas”. Esses versos ajudam a enriquecer a linguagem concisa e divagante da obra. O relato está nos “cadernos” da personagem – uma narrativa dentro de outra, portanto. Burlando a estrutura tradicional do romance, os textos curtos – quase como contos autônomos – dão à história um caráter desconexo, um caos calculado que atiça a sanha do leitor em descobrir como tudo se encaixa. O envelhecimento e suas consequências, os questionamentos existenciais, as tentações da carne, a depressão, o poder da fé e a linha tênue que separa sonho da realidade dão ao livro uma amplitude impressionante. “Voz inconfundível na literatura de língua portuguesa”, como destacou o júri do Prêmio Camões, recebido pela autora em 2024, Adélia Prado mostra em O homem da mão seca um domínio extraordinário da narrativa. E, como só os grandes autores são capazes de fazer, transforma vidas comuns em extraordinárias.

Agora, a tempo de comemorar não só o Prêmio Camões, como também o Prêmio Machado de Assis (ABL), O homem da mão seca retorna aos leitores com nova capa, assinada pelo premiado designer Leonardo Iaccarino, sobre tela da artista plástica Manoela Monteiro.

ISBN978-850-192-275-5
Tradutor
Altura205 mm
Largura135 mm
Profundidade15 mm
Lançamento17/02/2025
Páginas192
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Conteúdo do livro
CÓDIGO DA OBRA9788501922755
Sobre o autor

Adélia Prado

Adélia Luzia Prado de Freitas nasceu em 13 de dezembro de 1935, na cidade de Divinópolis, Minas Gerais, onde vive até hoje. Escreveu seus primeiros versos aos 15 anos, em 1950, logo após o falecimento de sua mãe. Em 1958, casou-se com José Assunção de Freitas, funcionário do Banco do Brasil. O casal teve cinco filhos. Antes do nascimento da última filha, a escritora e o marido iniciaram o curso de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Divinópolis. Adélia formou-se em 1973, um ano após a morte do pai. Poucos anos depois, enviou os originais de seus poemas ao crítico e escritor Affonso Romano de Sant’Anna, que os submeteu à apreciação de Carlos Drummond de Andrade. O poeta mineiro considerou os poemas “fenomenais” e indicou sua publicação a Pedro Paulo de Sena Madureira, da Editora Imago. O editor, empolgado com o que leu, decidiu publicar os originais, o que resultou no lançamento de Bagagem, no Rio de Janeiro, em 1976, com a presença de Antônio Houaiss, Raquel Jardim, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Affonso Romano de Sant’Anna e Nélida Piñon, entre outros intelectuais e escritores. Em 1980, ela fundou sua companhia de teatro amador, Cara e Coragem, para a qual adaptou e dirigiu peças de Dias Gomes e Ariano Suassuna. Em parceria com o colega Lázaro Barreto, escreveu um auto de Natal intitulado O clarão. Vencedora de inúmeros prêmios literários – entre os quais, o Jabuti, o da Academia Brasileira de Letras e, por duas vezes, o da Biblioteca Nacional –, Adélia Prado foi condecorada pelo Governo Brasileiro com a Ordem do Mérito Cultural, em 2014.

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